Oradores

Ana Ahuir-Baraja

Licenciada em C.C. Biológicas pela Universidade de Valência (2003) e Doutora cum laude pela mesma universidade em 2012 com a tese de doutorado “Estudo parasitológico do peixe-lua, Mola mola (L.), no Mediterrâneo Ocidental”. Especialista em ictioparasitologia de peixes, selvagens e aquicultura e aquariologia. Durante dez anos, através de um protocolo de colaboração com a Universidad de València e a Ciudad de las Artes y las Ciencias S.A. na Fundación Oceanogràfic (acuario Oceanogràfic), desenvolveu a sua pesquisa ligada, principalmente, à fauna parasitária de peixes marinhos e ao desenvolvimento de tratamentos e medidas de profilaxia para evitar problemas parasitários. Participou em diferentes projetos de investigação relacionados a aquicultura, aquários e patologias de peixes selvagens. Conta com mais de trinta comunicações em congressos nacionais e internacionais, bem como várias publicações científicas e participação em inúmeros seminários científicos e de divulgação. Atualmente, é professora associada na Universidad CEU-Cardenal Herrera de Valencia (Departamento de Producción y Sanidad Animal, Salud Pública Veterinaria y Ciencia y Tecnología de los Alimentos), leccionando aulas a estudantes de veterinária, e investigadora colaboradora da Unidad de Zoología Marina del Instituto Cavanilles de Biodiversidad y Biología Evolutiva (ICBiBE) (Universidad de Valencia).

Inês Domingues

Inês Domingues é licenciada em Biologia pela Universidade do Porto (2000) e doutorada em Ecologia pela Universidade de Aveiro (2007). Tem desenvolvido investigação em ecotoxicologia aquática na Universidade de Aveiro usando o peixe zebra como organismo modelo. Tem interesse na avaliação dos efeitos de vários poluentes emergentes em parâmetros comportamentais do peixe zebra, dando destaque aos testes com embriões de peixes zebra como um modelo alternativo de experimentação animal. É uma das investigadoras responsáveis pelo biotério de peixe zebra do Departamento de Biologia da mesma universidade e é creditada pela Direção-Geral de Veterinária como investigadora-coordenadora para realizar experimentação animal em vertebrados.

João Correia

João Correia apresenta um percurso tão notável como a sua ambição e espírito empreendedor. Natural do Cartaxo, desde cedo desenvolveu um amor especial pelo mar, sobretudo por tubarões. Começou a sua carreira no jardim zoológico de Lisboa, onde foi responsável por dois tubarões, e depois foi investigador com tubarões de profundidade no Instituto Português de Investigação Marítima. Em seguida, tornou-se responsável pela aquisição de todos os animais do Oceanário de Lisboa, incluindo a sua captura, durante a fase de pré-abertura e oito anos seguintes. Actualmente, para além de professor de ensino superior na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, é fundador e gerente da empresa Flying Sharks, que se dedica à captura e transporte de animais marinhos vivos, sendo uma das únicas neste sector a nível mundial. O seu currículo conta ainda com várias dezenas de publicações científicas, mais de 100 palestras sobre tubarões e/ou empreendedorismo e uma trilogia de livros que retratam o seu percurso, “Sex, Sharks and Rock & Roll”.

Jorge Machado de Sousa

“Tudo o que pudermos fazer para promover a reprodução de corais em cativeiro ou em meio natural, tendo em vista a sustentabilidade do hobby e a preservação/recuperação dos recifes de coral, será sempre pouco”. Assumindo isto como lema, Jorge Machado de Sousa criou uma coral farm conhecida por Coral Maternity, a qual tem vindo a ser desenvolvida perto de Lisboa, em Portugal, desde 2006. Naquele espaço nascem e crescem, continuamente, sucessivas gerações de corais. De acordo com Jorge Machado de Sousa, “Todos são bem-vindos à Coral Maternity!”. Mais informações em https://www.youtube.com/user/MachadodeSousa/videos, reefbuilders.com , www.advancedaquarist.com , www.reefcentral.com , reefkeeping.com , northtexasreeffanatics.org , www.coralmaternity.com .

José Cid Ruiz

José María Cid Ruiz (Guadalajara, Espanha, 1956) tem dedicado várias décadas à investigação da aquacultura de espécies ornamentais, desenvolvendo e experimentado com diferentes técnicas de manutenção e reprodução de várias espécies de peixes e invertebrados aquáticos de aquários de água doce, salobra e marinhos. Fruto destas experiências, tem vindo a publicar artigos em várias revistas nacionais e internacionais (Argos, B.AEA, Especies, Rio Negro, Acuario Practico, Aquamar, CoralesyMarino, Tropical Fish Hobbyist, Coral, FA-MA nos EUA, Koralle na Alemanha, Aquarama na Fraça) e a dar palestras a várias associações aquarísticas e centros de exibição públicos e privados.Foi ou é um membro ativo de varias associações dedicadas à aquariofilia: Vice-presidente da Associação Espanhola de Aquaristas, Membro da AKA (American Killifish Association), Responsável da Secção de Investigações da Associação Espanhola de Aquariófilos, Presidente do Grupo Aquariófilo de Chamartín.No âmbito das suas atividades relacionadas com a aquariofilia, José María pratica fotografia e vídeo subaquático, dispondo de uma vasta base de dados de imagens de várias espécies no seu meio natural.Estudou Engenharia da Telecomunicação e desenvolveu a sua atividade profissional no setor TELCO, como diretor especialista em análises de processos e sistemas de qualidade. Livros publicados pelo autor: “Blénidos del Mediterráneo” (Anarpa,1993). “El Agua del Acuario” (MJVT,2016). Para contactar o autor e conhecer mais acerca do seu trabalho: www.aquaticnotes.com | info@aquaticnotes.com

José Elvas

José Elvas, médico de formação, iniciou-se na produção de peixes de aquário com 15 anos. Aos 20 começou a dedicar-se à produção em lagos de peixes dourados e carpas koi. Assume-se como pioneiro na criação da primeira empresa em nome individual de carpas koi, dedicada ao comércio, atingindo anualmente os 200 mil peixes. Atualmente, possui um jardim com 20 lagos, destinado à criação de plantas aquáticas (como nenúfares, lírios de água, papiros, lótus) e carpas koi. Há cerca de 10 anos contruiu um fluviário de 800 m2 (http://koipark.pt/).

Manuel Sardinha

Manuel Sardinha, mestre em Aquacultura pela Universidade do Algarve e Universidade de Wageningen, com especialização em sistema de recirculação (RAS), desde cedo que criou interesse pelo Mar e Biologia. Nos últimos 8 anos, participou em vários projectos de investigação trabalhando com distintos organismos como equinodermes, crustáceos e peixes. Recentemente tem direccionado a sua atenção para a nutrição e alimentação de animais aquáticos, trabalhando na empresa Sparos. Esta é uma empresa de base cientifico-tecnológica, especializada no desenvolvimento de novos produtos e soluções nutricionais. Aliando um forte conhecimento em nutrição de peixes, uma plataforma tecnológica fabril à escala piloto e instalações para ensaios in vivo com peixes e camarões, a Sparos desenvolve soluções inovadoras para os desafios de sustentabilidades de vários sectores da indústria.

Mercedez Blázquez

Doutorada em Biologia e investigadora sénior do CSIC no Instituto de Ciências Marinhas de Barcelona (ICM). A sua carreira foi desenvolvida em vários centros de pesquisa nos EUA, Bélgica, Alemanha e Escócia. Possui experiência ampla no estudo da reprodução de peixes para o desenvolvimento da aquicultura sustentável. O seu trabalho centra-se principalmente no robalo (Dicentrachus labrax), embora também já tenha realizado estudos com linguado e moluscos. O seu trabalho destaca-se o conhecimento das bases moleculares da diferenciação e maturação sexual em teleósteos, com ênfase especial no início da puberdade. Atualmente, usa estratégias genómicas para determinar a influência de fatores ambientais e antropogénicos na expressão de marcadores moleculares a partir de alterações no transcriptoma de espécies de culturas. A determinação dos efeitos toxicológicos de vários contaminantes no processo reprodutivo em organismos aquáticos é também parte de seus estudos. Desde 2012, preside o comitê de ética para a experimentação animal do ICM e é a responsável científica pela Zona de aquários experimentais, uma infraestrutura moderna projetada para facilitar pesquisas sobre a biologia de diferentes organismos aquáticos. Participa ativamente em programas de gestão científica, programas de doutoramento, mestrado e em várias jornadas de divulgação científica.

Miquel Planas Oliver

Doutorado em biologia e investigador titular do Consejo Superior de Investigaciones Científicas, trabalha no Instituto de Pesquisa Marítima de Vigo, onde é chefe do Grupo de Biología y Fisiología Larvaria de Peces. Possui ampla experiência em aspectos relacionados à criação de peixes marinhos e em aspectos relacionados à ecologia e à biologia dos peixes sináticos. Em 2006, iniciou o Projeto Hippocampus, o primeiro projeto europeu focado no estudo e conservação de populações selvagens e na criação em cativeiro de espécies europeias de cavalos-marinhos, com os quais os primeiros espécimes obtidos de acasalamentos realizados em cativeiro e o desenvolvimento da primeira técnica de cultura viável e reprodutível da espécie Hippocampus guttulatus. Entre outros projetos, é atualmente coordenando o Projeto Hippoparques, focado no estudo de habitats e na ecologia de espécies de Singnathid dos Parques Nacionais das Ilhas Atlânticas da Galiza e do Arquipélago de Cabrera.

Ricardo Calado

Ricardo Calado, doutorou-se em 2005 em Biologia Animal (especialização em Biotecnologia) pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Atualmente é Investigador Principal no Departamento de Biologia e no CESAM da Universidade de Aveiro (UA), sendo vice-diretor do Departamento de Biologia, coordenador da Plataforma Tecnológica do Mar da UA e responsável pela Linha Temática de Recursos de Ecossistemas Marinhos do CESAM. Ricardo Calado desenvolve a sua investigação nas temáticas da Ecologia Marinha Aplicada, da Aquacultura Sustentável e da Biotecnologia Marinha de modo a desenvolver soluções de valorização inteligente de recursos marinhos endógenos inspiradas pelo Oceano. Autor de 155 artigos científicos publicados em jornais internacionais, foi igualmente editor do livro “Aquaculture of Marine Ornamental Species”. Coordena/coordenou vários projetos nacionais e internacionais nas temáticas da valorização inteligente e integral dos recursos marinhos. Para mais informações, consultar http://www.cesam.ua.pt/ricardocalado

Rui Rocha

Rui Miranda Rocha, nasceu no Montijo em 1979. Em 2001, licenciou-se em biologia marinha e pescas, opção aquacultura, na Universidade do Algarve; doutorou-se em biologia aplicada (aquacultura de corais) na Universidade de Aveiro em 2013. Presentemente, é investigador em pós-doutoramento no departamento de biologia e CESAM da Universidade de Aveiro. Tem desenvolvido o seu trabalho de investigação na área da aquacultura e conservação, em colaboração com investigadores e instituições de diversos países.

Sónia Cruz

Sónia Cruz é investigadora do Grupo de Investigação do CESAM: “Biotecnologia Marinha e Aquacultura”. Nasceu em 1978, formou-se em biologia em 2004 na Universidade de Aveiro (Portugal) e especializou-se em eco-fisiologia das algas durante o seu doutorado na Universidade de Sheffield (Reino Unido), em estreita colaboração com a Universidade de Leipzig (Alemanha). Doutorou-se em 2010 e iniciou imediatamente a sua primeira posição como investigadora de pós-doutorado no Departamento de Ciências das Plantas da Universidade de Cambridge (Reino Unido). Em 2011, retornou à Universidade de Aveiro (Portugal) como investigadora pós-doc do Departamento de Biologia (DBio) e CESAM, para investigar uma associação única de algas e animais: cleptoplastia em lesmas marinhas. Desde junho de 2015, é Investigadora Assistente Independente. Atualmente, ela desenvolve pesquisas sobre eco-fisiologia de algas, incluindo a fotobiologia aplicada na produção de biomassa de algas; e em kleptoplastos funcionais (cloroplastos “roubados” de algas) dentro de células animais. Colabora com várias instituições internacionais.

Tiago Ralha

Tiago Ralha é aquariofilista há 25 anos. É criador do projeto “Paraíso Pleco”, que tem como objetivo a manutenção, estudo e divulgação dos peixes-gato em Portugal, nomeadamente espécies pertencentes à família Loricariidae. É ainda fundador do ciclo de encontros “Aquaficionados”, que tem como principal objetivo a partilha de informação e experiência no campo da aquariofilia, dando a conhecer trabalhos desenvolvidos nesta área.

Tropical Marine Centre

A TMC é uma empresa europeia que tem liderado o sector da aquariofilia ornamental marinha nas ultimas 5 décadas. A TMC opera ao nivel da manufacção de diversas linhas de produtos, distribuição de diversas linhas inovadoras de qualidade, bem como como lider na distribuição de animais vivos para aquariofilia de forma responsavel e tendo como base o principio de qualidade e saude e bem estar animal em primeiro lugar. Brian Schaff é o actual director Geral da TMC Iberia e administrador executivo do Grupo TMC a nivel internacional. O seu percurso profissional neste ramo teve inicio no ramo da aquariofilia em 2003 numa empresa de criação de ornamentais marinhos no Algarve e tem vindo a desenvolver o seu percurso profissional no sector desenvolvendo várias áreas, tais como a produção de diversas espécies ornamentais marinhas, bem como implementação com sucesso da maior unidade de distribuição ornamental marinha da peninsula ibérica. A empresa tem vindo a expandir os seus horizontes tanto a nivel de entrada em novos mercados, como investigação em novas áreas de negócio a nivel comercial aplicando o “know how” existente na empresa.”

Violeta Ferreira

Violeta Ferreira é licenciada em Biologia (2008) e aluna do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais na Universidade de Aveiro, debruçando-se sob o uso de cnidários marinhos em avaliações ecotoxicológicas. Durante 2009-2013 foi técnica responsável pela manutenção e gestão do biotério de peixe-zebra. Em igual período frequentou diversas formações de bem-estar animal. Desde 2012 é membro do Comité de bem-estar animal do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (CREBEA) e é creditada pela Direção-Geral de Veterinária para realizar experimentação animal em vertebrados. Tem particular interesse no uso de metodologias de substituição ao uso de animais vertebrados no contexto de investigação científica.